Existem boas razões para os homens italianos serem considerados os mais bem vestidos do mundo. Aqui está uma incontestável. Desde o tom cinzento do blazer à caixa quadrada do relógio e à cor azul dos óculos o conjunto seria dificilmente melhorável.
outubro 09, 2012
outubro 01, 2012
Camadas de inverno
Para quem gosta de pensar no que veste estamos entrar na melhor altura do ano, aquela em que podemos jogar com as camadas (layering) de roupa para enriquecer e diversificar a forma como nos apresentamos dia após dia. Contudo para quem vive em Portugal (principalmente no sul), ou é naturalmente encalorado como eu, o Outono e o Inverno não são as épocas fantásticas que vive um inglês ou sueco mais atento à roupa. Tudo porque os termómetros nunca chegam a baixar o suficiente para tirar todo o potencial do layering. O máximo que consigo fazer (e já são dias excepcionais) são três camadas (tipicamente camisa-camisola/cardigan-casaco/blazer) mas o mais habitual é ficar-me pelas duas.
Para ultrapassar esta contingência geográfica tenho procurado seguir as seguintes regras à medida que vou renovando o meu guarda-roupa.
Para ultrapassar esta contingência geográfica tenho procurado seguir as seguintes regras à medida que vou renovando o meu guarda-roupa.
- Manter as duas camadas inferiores tão frescas quanto possível. E quando me refiro às duas inferiores quero dizer camisa (usada sobre o corpo) e camisola/cardigan/colete. Para o conseguir acho aconselhável descartar tecidos mais grossos como o algodão oxford em favor de outro mais fino como o poplin. Esta opção tem ainda outra vantagem. Deixamos de ter camisas de verão e inverno e passamos a ter camisas para todo o ano reduzindo assim o stock e o espaço ocupado pelas mesmas.
- Ao fim de semana pode-se e deve-se trocar as camisas por t-shirts ou henleys. Tal como as camisas, de algodão fino. No inverno prefiro t-shirts e henleys de manga comprida dado que detesto a sensação de ter uma manga curta enrolada debaixo de uma camisola. As t-shirts e henleys de inverno são peças básicas e como tal na minha opinião não devem brilhar num outfit. Por essa razão só os compro em cores neutras e pálidas.
- A segunda camada (camisola/cardigan) deve também ser fina. Por essa razão ponho de lado os itens 100% lã e privilegio o algodão. Como esta camada é normalmente intermédia pode-se optar por prescindir das mangas da camisola e cardigan (que não se vêem de resto). Em alternativa pode-se optar pelo colete clássico mais elegante. Falando em cores sou da opinião que as camisolas e os cardigans podem ser em cores que saiam da palete básica. O mostarda, o turquesa, o rosa ou o laranja são excelentes opções para uma camisola ou cardigan.
- Um artigo que faz uma camada intermédia muito versátil e impactante é a écharpe/cachecol. Novamente eu fujo daqueles em lã grossa pois isso é receita para eles não saírem do armário todo o inverno. Quanto a cores e padrões é um mundo mas o meu conselho é ter sempre os dois básicos (cinza e navy) antes de avançar para os mais radicais
- Os sobretudos (como o nome indica), gabardinas e trenchs nasceram para ser usadas como quarta camada (por cima do casaco). Mas em Portugal, quatro camadas para mim chama-se castigo por isso passei a apostar em usá-los não como escudo mas como substituto dos casacos. Desta forma compro-os num número abaixo do que o normal e mantenho-os slim como se de um blazer se tratassem.
setembro 27, 2012
Sarar Outono/Inverno 2012
Descobri esta marca há pouco tempo com a qual me identifico. Não mostra nada de novo mas, como diz o adágio, mais vale andar bem vestido do que ser original. Creio que aquilo que mais gosto na marca é o facto de ser turca, uma paragem raramente associada a roupa masculina elegante. A Sarar não só revela a ascensão económica do pais mas também o aparecimento na cena mundial de novas fontes de estilo masculino o que me parece muito desejável.
Esta colecção outono/inverno mostra bem a ingenuidade e simplicidade da marca. Mas mantendo-se dento dos cânones clássicos consegue bons resultados.
setembro 25, 2012
GQ Japão - Setembro 2012
Não ligo a moda pelo que não sou leitor das revistas da área. Do muito pouco que conheço acho que só algumas edições estrangeiras da GQ têm produções relevantes para o estilo masculino. Em post anteriores dei a conhecer algumas produções da edição americana com o Ewan McGregor, Jean Dujardin e Lewis Hamilton. Desta vez mostro esta magnífica produção do último número da GQ nipónica. Realizada na Universidade de Oxford é uma justa homenagem ao fabuloso estilo britânico.
Os fatos de corte justo, a trench coat ou o overcoat double breasted a 3/4 são a quintessência da forma de vestir do clássico homem inglês. Também o tecido tweed ou o padrão Prince of Wales são indissociáveis do estilo inglês sóbrio mas sempre sedutor. Chega de palavras, ficam as fotos.
Os fatos de corte justo, a trench coat ou o overcoat double breasted a 3/4 são a quintessência da forma de vestir do clássico homem inglês. Também o tecido tweed ou o padrão Prince of Wales são indissociáveis do estilo inglês sóbrio mas sempre sedutor. Chega de palavras, ficam as fotos.
setembro 24, 2012
Essencial XIX - Camisa vichy
Quando escrevi há uns tempos sobre as camisas xadrez (plaid shirt na expressão inglesa) referi que são uma boa forma de variar e personalizar um guarda-roupa. Mas também são um risco enorme para quem aposta na duração das peças que compra. As camisas xadrez só são uma boa aposta depois de se ter um guarda-roupa completo com camisas lisas... e vichy.
Ao contrário das camisas xadrez, as vichy não são uma mera escolha de diversificação, são mais importantes do que isso pelo que considero uma vichy navy essencial. E fundamental numa vichy que se quer essencial é que os quadrados sejam de tamanho médio, cerca de metade do tamanho dos botões, como a das fotos. Se forem mais pequenos confundem-se com uma camisa lisa ou pata de galo. Inversamente, se forem maiores, a camisa torna-se muito desportiva para ser verdadeiramente versátil. Ainda assim podem resultar muito bem como aqui.
Depois do tom navy gosto de camisas vichy num azul forte, verde escuro, cinzento ou castanho. Mas basicamente, todas as cores que façam um bom contraste são uma boa aposta.
Pessoalmente não gosto muito de camisas com um padrão vichy de duas cores. Porque perdem versatilidade e porque as que há (verde escuro/bordeaux; marinho/castanho) são demasiado previsíveis e maçadoras para o meu gosto.
setembro 11, 2012
Blazer DB riscado
Há umas semanas sugeri dois blazers de verão, um da Zara e um da Massimo Dutti. Esse post gerou algumas comentários relativamente à qualidade, quer dos materiais quer do corte, da roupa mais elegante da Inditex, principalmente da marca Zara. Como afirmei nesse post considero que a Zara é mais forte nos básicos o que não quer dizer que se exclua desde logo peças mais elaboradas. Este blazer é um exemplo disso mesmo.
Ele é feito em algodão e, talvez não se consiga ver nas fotos, mas não é o algodão mais luxuoso que existe. Mas tudo é relativo, este não é um blazer de €800 mas de €80 (ou mesmo metade para quem o apanhou nos saldos).
Quanto ao corte estou a usá-lo exactamente como o comprei e creio que as fotos falam por si. As mangas precisavam de ser ligeiramente encurtadas no comprimento e diâmetro mas para já vou usá-lo assim. Veremos depois de se moldar ao corpo se precisa de algum arranjo. Creio que não.
O corte é quase perfeito mas havia dois aspectos que gostava que fossem diferentes:
- Preferia que fosse de lã em vez de algodão, não só porque este algodão não tem o melhor dos toques mas também porque o estilo retro dele pedia a maior nobreza da lã.
- Tenho pena que não tenha as calças correspondentes (também em lã) que ficariam estupendas como fato ou conjugadas com outro blazer.
As lapelas talvez sejam um pouco avantajadas mas de resto gosto de tudo nele: do tom petróleo do azul (nas fotos, por causa da falta de luz, parece navy), do swag das riscas brancas, da distribuição dos botões e da rigidez dos ombros.
setembro 10, 2012
Cinto estreito
O cinto estreito foi para mim aquilo a que os britânicos designam an acquaired taste. Foi a ver numa foto aqui, num filme ali, que este acessório, voltando à língua inglesa, grew on me. As mulheres estão fartas de o conhecer mas em homens é menos comum. Só que vem carregado de elegância e por isso merece ser valorizado.
Este, da Zara, pela cor e feitio, cai no meio de uma escala de formalidade e por isso é bastante versátil. Aqui uso numas calças chino com uma camisa de linho mas encaixa-se num fato de algodão, jeans ou mesmo bermudas.
Acredito que não será um tendência passageira. É seguramente uma excelente aposta para os homens mais baixos que saem elogiados por ficarem com a linha horizontal de cintura menos acentuada.
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