Páginas

julho 11, 2012

O estilo do fato branco

O fato branco é provavelmente o derradeiro exemplo de elegância masculina. Gosto bastante mas, admitamos, as oportunidades para usar (para não mencionar as de encontrar um de bom corte) são diminutas. É impossível passar despercebido vestido de branco pelo que é preciso, não apenas ocasião, mas também disposição para vestir um. Mas para o inspirar a dar este passo, que apelido corajoso, deixo dois bons exemplos do potencial do fato/blazer branco.

Lanço um desafio, todos os leitores que me enviarem fotos suas num fato ou blazer branco terão as mesmas publicadas no blogue.

julho 09, 2012

Trio primoroso

Quem diria que um bomber jacket em bombazina vermelha, um cardigan em lã cinzenta e uma gravata de linho vermelho podiam fazer um trio primoroso...


A beleza do antigo cinema Condes

As fotos do post anterior foram tiradas no Miradouro de S. Pedro de Alcântara que, quanto a mim, tem uma das melhores vistas de Lisboa. Um dos edifícios observáveis a partir miradouro é um dos meus favoritos na cidade de Lisboa, o antigo cinema Condes, hoje em dia Hard Rock Cafe.


Sou um apreciador de arquitectura e tenho uma predilecção pelo estilo art déco. O edifício Condes é na minha opinião um dos melhores exemplares do género em Portugal. Cronologicamente não o será dado que a actual fachada nasceu em 1952, cerca de duas décadas depois do apogeu do estilo, mas os elementos que me fazem gostar de art déco estão lá. A esquina boleada, as grandes superfícies vidradas em formas geométricas, os painéis em relevo, o lettering CONDES em letras enormes, a torre sobranceira. O Arquitecto Raúl Tojal  teve particular mestria na integração de todos estes elementos decorativos. É um daqueles edifícios que, não importa quantas vezes passo por ele, não resisto a apreciar. 

julho 06, 2012

Look de verão


Aproveitando para passear um bocado pela nossa bela capital num dia solarengo de verão vesti estas bermudas de linho da Zara. Na sequência de uma discussão anterior acho que as peças básicas são o seu forte. Pela variedade e preço creio que a marca espanhola é difícil de bater na roupa elementar.


Estas bermudas são clássicas, com dois bolsos atrás com pala e um corte slim. São uma aposta elegante e versátil principalmente se escolhidas numa cor neutra como este amarelo suave. Como a temperatura não estava muito alta coloquei esta camisa de ganga, por coincidência a que usei no post anterior. Ela está colocada para dentro das bermudas porque gosto mais assim e porque esta camisa é comprida demais para ser usada por fora. Existem camisas com o comprimento apropriado para serem usadas por fora das calças/bermudas pelo que as camisas devem ser ajustadas à forma como se irá usá-la. Como gosto de ver  camisas por dentro quase não tenho camisas curtas. Já os pólos/t-shirts são maioritariamente curtos. Usar camisas/pólos/t-shirts longas por fora das calças é, quanto a mim, dos maiores atentados que um homem pode fazer ao seu estilo.


Usar camisa por dentro de umas bermudas coloca, quanto a mim, um problema: o cinto. As bermudas, porque introduzem uma linha de quebra horizontal a meio da perna, não aconselham a que se use um cinto muito vistoso ou largo (ou que se use um cinto de todo) que possa reforçar essa horizontalidade. Estas quebras horizontais diminuem a noção de altura que, de certo, quase todos os homens gostam de projectar. Aqui optei por um cinto fino que marca menos a cintura. No próximo post com bermudas uso um cinto camuflado no tom das bermudas. Quanto a mim são duas formas possíveis de se reduzir a evidência da linha de cintura. 


Como o sol foi clemente aproveitei para adicionar cor ao outfit com esta écharpe da Pepe Jeans que tem um pouco do amarelo das bermudas. Achei que a écharpe não esgotou o limite de cor do conjunto e por isso decidi calçar estes driving shoes azul cobalto. A lógica é a mesma seguida aqui, num conjunto formado por peças de cores neutras, os sapatos e os acessórios (gravatas, lenços, écharpes, relógios) podem ter cores mais estimulantes.


Sobre o cinto e os sapatos tenho preparados dois post futuros.  


julho 02, 2012

Inspiração militar

Um blazer assertoado, cinco segundas-feiras

28/05 ; 04/06 ; 11/06 ; 25/06 ; 01/07


Esta é a segunda vez que visto estas calças com um blazer, já o tinha feito aqui. É certo que o blazer assertoado nasceu na marinha ao passo que as cargo pants são vestuário do exército mas as duas peças conjugam-se muito bem num uso civil. Até as podia ter vestido na semana anterior dado que a combinação blazer double breasted + cargo pants + monk straps é o trio da moda quando se fala de estilo masculino italiano.


Gosto de blazers assertoados mas tem de ser o blazer assertoado certo. No caso deste tipo, e ainda mais do que no blazer clássico, o número de botões, o números de botões verdadeiros e a distribuição destes é crucial. O blazers assertoados caracterizam-se da seguinte forma: nº total de botões / nº botões verdadeiros. Este blazer é um 6/2, é o equivalente a um blazer  clássico de dois botões, e é o blazer assertoado mais habitual. Também é o único que gosto. Existe o 6/1 também conhecido como Kent mas quanto a mim fica com uma lapela demasiado longa e antiquada.


No reverso da medalha certas marcas procuram fazer blazers diferentes (6/3, 4/2 e até 2/1) mas acho que na procura de originalidade só pioram o desenho clássico. Os blazers DB 4/2 ou 2/1 têm um aspecto menos institucional do que o 6/2 mas uma certa rigidez, e até masculinidade, militar é a razão que vejo para optar por um blazer assertoado no lugar de um normal. Os 6/3 pecam pela mesma razão dos clássicos de três botões, uma lapela demasiado curta. Botões 6/3 fazem sentido em trenchs e pea coats não em blazers. Neste post sobre a colecção Gucci SS2013 surgem alguns destes blazers vanguardistas que não me entusiasmam.


Depois do número certo, a distribuição destes é fundamental na beleza do blazer. Os de cima devem estar mais afastados e os quatro inferiores devem formar um quadrado de tamanho médio. Se o quadrado for grande demais a sobreposição dos dois lados fica excessiva, se for muito pequeno as duas linhas verticais ficam demasiado juntas e desiquilibradamente distribuídas no tecido. Este blazer tem a distribuição certa e foi precisamente nisso que eu reparei em primeiro lugar. O facto de os botões serem brancos foi um bónus dado que, como já mencionei, gosto de ver botões claros em blazers escuros.


A camisa de ganga, desde que num estilo clássico como aqui, enquadra-se muito bem neste estilo business casual. Até podia ter colocado uma gravata tricot navy se quisesse um pouco mais de sofisiticação.


julho 01, 2012

DB cinza, calça verde

Já tinha notado aqui e agora saiu reforçado, um blazer DB cinza/acastanhado com umas calças verdes é uma combinação fadada. Alguém sabe onde se arranja um?

junho 29, 2012

Branco, vermelho e azul


Os pólos são as peças de roupa do meu armário com a idade média mais alta. Não sinto necessidade de renovar em grande parte porque não sinto motivação para isso. Uso-os acima de tudo por serem muito práticos como mencionei aqui. O pólo fica, em termos de formalidade, entre a t-shirt e a camisa mas para mim tem um ar chato ou, no americano colegial, loser. São característicos daqueles rapazes que carregam os sacos das compras da menina do elevador para casa dela e nunca são convidados a entrar.


Se tivesse apenas um seria azul marinho, como no link acima, ou branco. O branco é sua a cor clássica, dado que o pólo nasceu nos courts de ténis, na década de 30, onde a roupa é tradicionalmente branca. Se hoje em dia é conhecido por polo shirt e não tennis shirt deve-se à Ralph Lauren que, nos anos 70, o conseguiu popularizar de uma forma que a Lacoste, que o inventou, nunca foi capaz.


Os jeans também são num tradicional azul, ligeiramente mesclado. O design é estilo chino mas a cor é bastante discreta. A neutralidade das calças e pólo abre espaço cromático para os moccasins vermelhos que já tinha usado aqui.


O cinto vai buscar o branco do pólo, o azul das calças e o vermelho dos sapatos num padrão vichy. Não é um item que me entusiasme isoladamente mas aqui faz bem a ligação.