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julho 06, 2012

Look de verão


Aproveitando para passear um bocado pela nossa bela capital num dia solarengo de verão vesti estas bermudas de linho da Zara. Na sequência de uma discussão anterior acho que as peças básicas são o seu forte. Pela variedade e preço creio que a marca espanhola é difícil de bater na roupa elementar.


Estas bermudas são clássicas, com dois bolsos atrás com pala e um corte slim. São uma aposta elegante e versátil principalmente se escolhidas numa cor neutra como este amarelo suave. Como a temperatura não estava muito alta coloquei esta camisa de ganga, por coincidência a que usei no post anterior. Ela está colocada para dentro das bermudas porque gosto mais assim e porque esta camisa é comprida demais para ser usada por fora. Existem camisas com o comprimento apropriado para serem usadas por fora das calças/bermudas pelo que as camisas devem ser ajustadas à forma como se irá usá-la. Como gosto de ver  camisas por dentro quase não tenho camisas curtas. Já os pólos/t-shirts são maioritariamente curtos. Usar camisas/pólos/t-shirts longas por fora das calças é, quanto a mim, dos maiores atentados que um homem pode fazer ao seu estilo.


Usar camisa por dentro de umas bermudas coloca, quanto a mim, um problema: o cinto. As bermudas, porque introduzem uma linha de quebra horizontal a meio da perna, não aconselham a que se use um cinto muito vistoso ou largo (ou que se use um cinto de todo) que possa reforçar essa horizontalidade. Estas quebras horizontais diminuem a noção de altura que, de certo, quase todos os homens gostam de projectar. Aqui optei por um cinto fino que marca menos a cintura. No próximo post com bermudas uso um cinto camuflado no tom das bermudas. Quanto a mim são duas formas possíveis de se reduzir a evidência da linha de cintura. 


Como o sol foi clemente aproveitei para adicionar cor ao outfit com esta écharpe da Pepe Jeans que tem um pouco do amarelo das bermudas. Achei que a écharpe não esgotou o limite de cor do conjunto e por isso decidi calçar estes driving shoes azul cobalto. A lógica é a mesma seguida aqui, num conjunto formado por peças de cores neutras, os sapatos e os acessórios (gravatas, lenços, écharpes, relógios) podem ter cores mais estimulantes.


Sobre o cinto e os sapatos tenho preparados dois post futuros.  


julho 02, 2012

Inspiração militar

Um blazer assertoado, cinco segundas-feiras

28/05 ; 04/06 ; 11/06 ; 25/06 ; 01/07


Esta é a segunda vez que visto estas calças com um blazer, já o tinha feito aqui. É certo que o blazer assertoado nasceu na marinha ao passo que as cargo pants são vestuário do exército mas as duas peças conjugam-se muito bem num uso civil. Até as podia ter vestido na semana anterior dado que a combinação blazer double breasted + cargo pants + monk straps é o trio da moda quando se fala de estilo masculino italiano.


Gosto de blazers assertoados mas tem de ser o blazer assertoado certo. No caso deste tipo, e ainda mais do que no blazer clássico, o número de botões, o números de botões verdadeiros e a distribuição destes é crucial. O blazers assertoados caracterizam-se da seguinte forma: nº total de botões / nº botões verdadeiros. Este blazer é um 6/2, é o equivalente a um blazer  clássico de dois botões, e é o blazer assertoado mais habitual. Também é o único que gosto. Existe o 6/1 também conhecido como Kent mas quanto a mim fica com uma lapela demasiado longa e antiquada.


No reverso da medalha certas marcas procuram fazer blazers diferentes (6/3, 4/2 e até 2/1) mas acho que na procura de originalidade só pioram o desenho clássico. Os blazers DB 4/2 ou 2/1 têm um aspecto menos institucional do que o 6/2 mas uma certa rigidez, e até masculinidade, militar é a razão que vejo para optar por um blazer assertoado no lugar de um normal. Os 6/3 pecam pela mesma razão dos clássicos de três botões, uma lapela demasiado curta. Botões 6/3 fazem sentido em trenchs e pea coats não em blazers. Neste post sobre a colecção Gucci SS2013 surgem alguns destes blazers vanguardistas que não me entusiasmam.


Depois do número certo, a distribuição destes é fundamental na beleza do blazer. Os de cima devem estar mais afastados e os quatro inferiores devem formar um quadrado de tamanho médio. Se o quadrado for grande demais a sobreposição dos dois lados fica excessiva, se for muito pequeno as duas linhas verticais ficam demasiado juntas e desiquilibradamente distribuídas no tecido. Este blazer tem a distribuição certa e foi precisamente nisso que eu reparei em primeiro lugar. O facto de os botões serem brancos foi um bónus dado que, como já mencionei, gosto de ver botões claros em blazers escuros.


A camisa de ganga, desde que num estilo clássico como aqui, enquadra-se muito bem neste estilo business casual. Até podia ter colocado uma gravata tricot navy se quisesse um pouco mais de sofisiticação.


julho 01, 2012

DB cinza, calça verde

Já tinha notado aqui e agora saiu reforçado, um blazer DB cinza/acastanhado com umas calças verdes é uma combinação fadada. Alguém sabe onde se arranja um?

junho 29, 2012

Branco, vermelho e azul


Os pólos são as peças de roupa do meu armário com a idade média mais alta. Não sinto necessidade de renovar em grande parte porque não sinto motivação para isso. Uso-os acima de tudo por serem muito práticos como mencionei aqui. O pólo fica, em termos de formalidade, entre a t-shirt e a camisa mas para mim tem um ar chato ou, no americano colegial, loser. São característicos daqueles rapazes que carregam os sacos das compras da menina do elevador para casa dela e nunca são convidados a entrar.


Se tivesse apenas um seria azul marinho, como no link acima, ou branco. O branco é sua a cor clássica, dado que o pólo nasceu nos courts de ténis, na década de 30, onde a roupa é tradicionalmente branca. Se hoje em dia é conhecido por polo shirt e não tennis shirt deve-se à Ralph Lauren que, nos anos 70, o conseguiu popularizar de uma forma que a Lacoste, que o inventou, nunca foi capaz.


Os jeans também são num tradicional azul, ligeiramente mesclado. O design é estilo chino mas a cor é bastante discreta. A neutralidade das calças e pólo abre espaço cromático para os moccasins vermelhos que já tinha usado aqui.


O cinto vai buscar o branco do pólo, o azul das calças e o vermelho dos sapatos num padrão vichy. Não é um item que me entusiasme isoladamente mas aqui faz bem a ligação.


junho 28, 2012

Lewis Hamilton na revista GQ

Mais uma notável produção da GQ americana com um Lewis Hamilton cheio de estilo e alguns carros clássicos a proporcionarem o décor ideal. Pode ver os posts anteriores com o Jean Dujardin e o Ewan McGregor.







junho 27, 2012

Botas de moto com estilo afinal existem

Não tenho por hábito promover produtos no blogue mas o que trago hoje não é um produto, é um milagre. As boas botas para andar de moto servem os propósitos de defender os pés e tornozelos dos elementos, interferirem ao mínimo na aerodinâmica e protegerem em caso de queda. São critérios que fazem sentido enquanto se está a andar de moto. Fora dela, as botas de moto são feias, desesperantemente quentes e irremediavelmente desconfortáveis. Até agora.


A marca francesa Vitesse afirma no seu site ter conseguido construir a bota de moto total, tão eficazes a conduzir a 200 km/h quanto confortáveis quando sentado numa esplanada. Quanto à ergonomia não posso opinar mas esteticamente são uma revelação. O modelo Hunt (nas fotos) é um objecto de elegância desconhecida no universo motociclista.



junho 25, 2012

Homenagem ao estilo transalpino



Um blazer assertoado, cinco segundas-feiras

28/05 ; 04/06 ; 11/06 ; 25/06 ; 01/07


Falhei a publicação do look na passada segunda-feira, esta semana não podia deixar de o fazer. Mas com as temperaturas a superarem os 30ºC não é fácil vestir blazers assertoados. Estes devem estar sempre apertados quando vestidos, e não apenas no botão visível, mas também no gémeo escondido. Tanto tecido preso por apenas um botão desfigura o cair do blazer. Contudo hoje queria prestar uma homenagem ao estilo italiano e, como são as marcas italianas que estão a recuperar o blazer assertoado, uma homenagem justa teria de o incluir.

Igualmente trendy, e indiscutivelmente mais italiano do que o blazer DB, é o sapato monk strap, cuja tradução à letra é monge cinta. O nome advém da sua origem pois este tipo de sapato foi usado inicialmente pelas congregações de monges que habitavam nos Alpes italianos. E claro, do uso de fivelas para o prender ao pé. Hoje em dia é um sapato de formalidade intermédia abaixo dos blucher e acima dos loafer e como tal bastante versátil. Não só gosto do estilo dos monk strap de duas fivelas como eles se encaixam no nível de formalidade da roupa que uso.


Sou esquisito em relação a sapatos e aquilo que que tenho mais dificuldade em comprar são sapatos formais. As boas marcas, como a Carmina ou Crockett & Jones, para não referir outras ainda mais caras, sabem fazer sapatos formais bonitos mas muito caros. Abaixo desse price level as coisas complicam-se. As marcas procuram tornar os seus modelos distintos e, pelo menos para o meu gosto, caem muitas vezes no erro de conceber modelos overstyled.

Sorte a minha há umas semanas ter deparado com estes double monk strap perfeitos. A biqueira é alongada e quadrada na medida exacta. Os restantes detalhes são exactamente como eu acho que o monk strap ideal deve ser. São em camurça chocolate, as fivelas são pequenas e afastadas e a ponta é cap toe. De aspecto o sapato parece-me luxuoso, vamos ver se supera o teste do tempo. Apesar do nome da marca - Montenapoleoni - são portugueses e feitos em Portugal.

Para reproduzir o estilo italiano não basta calçar O sapato italiano, é preciso usá-lo como se faz em Milão no verão, isto é, sockless e com a fivela posterior desapertada. Não apertando a segunda fivela o monk strap descalça-se como um slip on. Também ajuda a ventilar e refrescar o pé.


Como o restante outfit é todo neutro em cores aproveitei para vestir estas calças mais exuberantes. São de uma mistura algodão/linho muito leve. O verão é de resto uma altura para deixar as gangas e os chinos no armário.

Última nota para a gravata vichy (ou gingham). Já tenho mencionado este padrão que funciona em quase todas as peças e que se encaixa facilmente nos looks, principalmente se a única cor não branca for o azul marinho como aqui.