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maio 10, 2012

Estilo preppy mas com moderação

Acho o estilo preppy, ou o estilo dos universitários betos americanos, demasiado, como direi, betinho! Peca pelo excesso de cores e também, embora se compreenda, pela proliferação das insígnias da universidade. O que não quer dizer que tudo seja mau neste estilo. Aqui está um bom exemplo. A referência à universidade na sweat dispensava, mas de resto gosto de tudo. Da plaid shirt e da harmonia de cores entre esta, lenço, cinto e calças. Os tons cinza da sweat e castanho do blazer são essenciais para neutralizar e salvar o conjunto.

maio 09, 2012

O fato bege, um essencial

O facto de ter um blazer e umas calças bege tem-me travado na compra de um fato bege. Mas quando vejo fotos como esta sinto algum arrependimento nessa decisão. Considero que um conjunto blazer/calças bege é um dos essenciais masculinos, principalmente nas épocas do ano mais ensolaradas. Se esse conjunto for um fato a versatilidade sai aumentada.

maio 08, 2012

Blazer verde, mas verde

O verde não é a cor mais óbvia para um blazer. E não estou a falar do de um verde caqui discreto. Estou a falar de um verde com todas as letras, sem cerimónia ou reservas, daqueles que se vêem à distância e que não passam despercebidos.

Um blazer verde é como umas calças laranja. Para usar poucas vezes mas, quando devidamente coordenado, fica estupendo. Para mim é o caso da primeira foto em que as bermudas bege e a camisa xadrez casam na perfeição com o verde forte do blazer.


maio 07, 2012

No meio está a virtude

Hoje vou escrever sobre botões. Mais concretamente botões frontais de blazers single breasted (uma única coluna de botões). As regras que escrevo aqui são, em grande parte, quase universais para o estilo masculino. Mas isso não quer dizer que tenham de ser seguidas à risca, ou que não sejam possíveis variações consoante o nosso gosto.

Os blazers normais têm, na sua maioria, dois botões frontais. Na minha opinião é essa a conta ideal, salvo se estivermos a falar de casos extremos de homens muito altos ou singularmente baixos.

Os blazers de três botões caíram em desuso há cerca dez anos. Ainda se encontram à venda em outlets mas sou da opinião que, independemente do desconto, não se devem adquirir. O problema dos blazers antigos de três botões é a lapela ficar muito curta o que faz com que tenha um V muito aberto. Esse corte cobre demasiado a camisa e/ou gravata e dá um ar um pouco ridículo a quem o usa.

Nos blazers de três botões mais recentes (como o da foto abaixo) a lapela alonga-se para ficar com um corte semelhante ao de um blazer de dois botões. Isso significa que o botão superior fica escondido e nunca deve ser fechado. Sendo assim para quê colocá-lo lá. Entendo que seja para criar simetria mas acho que não faz sentido existir a casa de um botão no meio da lapela. Fica estranho e pouco estético. 

Blazer de três botões
A outra alternativa são os blazers de um botão, a opção tradicional para smokings mas menos usual em fatos ou sport jackets. Associo este blazers a gravatas skinny, e estas duas tendências são mais características de adolescentes. Não desgosto mas o blazer de um botão não tem a elegância do de dois e por isso só uso blazers de dois botões.


Blazer de um botão
Pode dizer-se que o número de botões dos blazers vai obedecendo à moda e que, se agora o de dois botões recebe a aprovação maioritária, daqui a uns anos poderemos recuperar o de três ou simplificar para o de um botão. Não acredito que aconteça tão cedo, acho que o blazer de dois botões é o mais usado precisamente por ser o mais equilibrado. Mas se a moda mudar amanhã o blazer de dois botões é a melhor aposta hoje dado que, como está no meio, nunca ficará demasiado longe da tendência.
Blazer de dois botões

maio 06, 2012

A inutilidade do crunch nº1000

Um dos grandes desejos, talvez o maior, dos homens que praticam exercício físico é terem os abdominais definidos, o famoso six pack. O six pack é uma parte do core, e é este que deve ser o objectivo de quem se preocupa com as vantagens do exercício físico que vão para além da estética. Ter um core forte não tem apenas benefícios na imagem, é porventura o conjunto de músculos mais importantes do corpo, já que intervém em praticamente todas as actividades, sejam quotidianas ou desportivas.

Existe a ideia difundida de que a obtenção simultânea de uma barriga delgada e de uma zona abdominal forte se consegue através de muitas repetições de crunch. Mil seguidos se for possível. Infelizmente isso não é verdade, de todo. Existe uma razão bastante mais prosaica para o crunch ser tão popular. É um exercício fácil de fazer, principalmente quando é mal executado, como acontece na maioria dos casos. Só que, como é quase universal quando se fala de fitness, se não custa é porque não está a fazer grande coisa.

Crunch
Com alguma prática qualquer pessoa consegue realizar 1.000 crunchs seguidos. Mas estabelecer e perseguir exclusivamente essa meta não fará muita coisa pelos abdominais. O problema é que o nosso corpo é como nós, um animal de hábitos. E ele só reage a variações de estímulos. O core só se fortalece se variarmos o tipo de tareia que lhe infligimos. E nada é melhor para reforçar o core do que exercícios estáticos com o nosso peso, nomeadamente pranchas horizontais ou laterais. Mas a melhor receita é variar o mais possível, não deixando de fora o crunch. O objectivo é não deixar o corpo antever aquilo que lhe reservamos.

Prancha horizontal
Mesmo assim um core forte não dita necessariamente um six pack visível. O six pack não nasce com exercício, já vem connosco. Só que na maioria de nós, principalmente nos homens, está tapado por uma camada de gordura. E não é a fazer exercícios abdominais que se destrói essa capa. É conseguindo um balanço calórico defcitário entre o que entra e o que se consome. E esse balanço só se atinge com dieta equilibrada e exercício cardiovascular, ou seja, se ingerirmos menos calorias do que aquela que queimamos.

Obter uma barriga com os músculos definidos exige rigor alimentar, actividade cardio e um programa criativo de exercícios abdominais. Acima de tudo requer perseverança e paciência. Se fosse fácil todos tinham e, se calhar, a vontade de ter esmorecia.

maio 05, 2012

A utilidade da camisa preta


Já o escrevi no blogue, a roupa preta deverá ser diminuta num guarda-roupa por não ser facilmente conjugável. Arrisco até a dizer que o guarda-roupa perfeito não inclui nenhuma peça desta cor. Faz mais sentido basear um guarda-roupa no azul marinho que é igualmente solene mas muito mais versátil. Uma peça onde devem imperar as cores claras, seja de inverno ou verão, é a camisa. O que não quer dizer que não exista esperança para as camisas escuras, mesmo a preta.

A camisa preta está completamente à vontade com casacos cinzentos, como exemplifico aqui com um blazer. Apesar de ser natural não é assim tão usual. Vê-se muito mais casaco escuro com camisa mais clara. Por esta razão acho que esta inversão é per se suficientemente impactante para dispensar outros peças de destaque.

Estranho ainda conseguir vestir tecidos tão grossos em maio mas consta que na próxima semana vai ser altura de os arrumar.

Blazer lã - Decenio; Camisa oxford - A&F

maio 04, 2012

Black devil Griso

Desde que foi lançada que considero a Moto Guzzi Griso a moto de produção em série mais espetacular que se pode comprar. Para 2012 a casa transalpina lança esta fabulosa decoração preta e prata que apelidou tão bem de Black devil.