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abril 03, 2014

Gosto disto: Blazer azul marinho em linho/algodão

Este é o primeiro post de um novo marcador "gosto disto". Nos posts "gosto disto" vou mostrar não só artigos de que gosto mas onde é possível adquirir. Eu posso já ter, vir a ter ou não, mas todas as peças que eu colocar sob este marcador teriam lugar no meu guarda-roupa.

Vou começar por um blazer que me chamou a atenção da última vez que estive numa loja Decenio. Como todas as marcas portuguesas em maior ou menos grau, a Decenio peca por alguma imutabilidade nas suas colecções. Não que seja opção dos seus responsáveis mas o homem português é muito conservador a vestir e se as marcas mudam muito arriscam-se a não vender. Contudo nota-se a evolução e a Decenio tem, por exemplo, cada vez mais artigos slim fit com cortes mais modernos. A verdade é que a cada colecção a Decenio tem um ou outro artigo que me agrada bastante. Para já, na colecção Primavera/Verão 2014, este blazer destaca-se.


Só não compro pois tenho um praticamente igual mas este é basicamente o blazer de Primavera/Verão fundamental. O azul é um navy claro ideal para dias de sol. O tecido é 53% algodão-47% linho. Quem acompanha o blogue sabe que para mim é o material ideal para um blazer de Verão. O linho é um material fresco e muito cool mas também propício a enrugar-se. É aí que entra o algodão que impede o enrugamento excessivo. O tecido também tem textura o que ajuda o blazer a manter a forma. E para mim dá-lhe muito mais pinta, eu gosto bastante mais de blazers com alguma textura do que aborrecidamente lisos.

Outra coisa que gosto de ver em blazers são botões contrastantes, principalmente blazer navy com botões beges como aqui. A lavagem também é discreta, dá-lhe aquele ar descontraído que permite que seja usado em múltiplas soluções desde um henley a camisa/gravata. Idealmente gostava que tivesse bolsos de chapa mas assim também gosto (o meu também tem bolsos com pala).

Não o cheguei a experimentar mas creio que ele tenha o corte de dois blazers Decenio que comprei em 2013. Esses estavam-me perfeitos nos ombros (onde é fundamental) mas precisaram de ser bastante cintados. Uma dica que dou é esperar pelos saldos, os produtos Decenio raramente esgotam. Neste momento ele custa €220 o que me parece honesto face à qualidade mas é possível apanhá-lo com 30% e até 50% de desconto. Entretanto conto publicar fotos minhas a usar quer o blazer navy semelhante a este quer os blazers Decenio que mencionei acima.

A razão porque este é o blazer fundamental é a versatilidade que permite. Combine-o com:
Camisas: Branca, cinza ou azul claro. Lisa, riscada ou vichy.
Gravata: Cinza, azul claro ou bege. Lisa, riscada ou com padrão xadrezado
Calças: Brancas, cinza, bege, caqui ou azul claro. Chinos ou jeans.

O blazer navy só exclui outras peças navy ou castanhas mas quem vai quer vestir cores tão escuras em dias de sol?

março 30, 2014

Caqui monocromático

Ao que parece mais uma semana e podemos voltar à roupa de Primavera. Esta foto é uma bela inspiração para os dias que se avizinham. No post anterior falei sobre a minha cada vez maior inclinação para looks monocromáticos e como são mais fáceis de fazer com a cor azul. Mas não quer dizer que não seja possível com caquis como aqui é tão bem exemplificado. Como a imitação é a melhor forma de elogio um dia destes vou tentar reproduzir este look.


março 26, 2014

Evasão de fim de semana com um sahariana


A chegada dos fim de semana anuncia habitualmente tirar do roupeiro a roupa mais casual. Para a maioria dos homens casual significa desleixe. Mas não tem que ser assim. Para quem quer vestir casual sem presncindir da elegância do blazer tem no sahariana um clássico incontornável e fortemente recomendável. 

Como o nome deixa adivinhar o sahariana inspira-se nos casacos dos exploradores de África para quem os bolsos grandes e expansíveis eram úteis para carregar material de caça e de sobrevivência. Existem sahariana com bolsos de alto a baixo mas eu prefiro num corte blazer com apenas dois ou três botões e lapela. Na minha opinião resulta num casaco que mistura sofisticação e descontracção nas medidas certas. Este casaco deve ser o mais simples possível. A roupa masculina é essencialmente corte e sobriedade. Em muitos casacos deste tipo há muitas vezes a tentação de colocar mais um bolso ou mais uma presilha e só se consegue estragar o design. Less is more. Normalmente sai a asneira querer inovar os clássico na ânsia de os melhorar.

Os saharianas raramente saem mais perfeitos do que este blazer 50% algodão-50% linho. Gosto de tudo, do tamanho e colocação dos bolsos, da textura do tecido e do corte. Por impressionante que possa parecer ele não sofreu nenhuma modificação. Uso-o como o comprei. Ainda não tem muito, falta moldá-lo ao corpo mas não conto ter que levá-lo à costureira.



Se calhar questionará a cor uma vez que foge dos óbvios tons terra (castanho, caqui, bege) mais naturais e consentâneos com as origens deste casaco. No entanto, e como já tenho referido, o azul navy é a cor base para blazers, é a mais versátil e sempre uma escolha acertada. Mesmo num sahariana. Mas existe uma outra razão para ter comprado este em azul navy. É que também comprei outro em cinza/caqui!


O nosso gosto evolui, resultado do nosso amadurecimento e das influências externas. Nos últimos meses tenho estado mais desperto para os looks monocromáticos, principalmente conjuntos em vários tons de azul. Este nem é o melhor exemplo pois podia ter ido mais longe, se tivesse calçado umas desert boots em camurça azul escuro (combinação que gosto como aqui). Contudo o azul é a cor dominante. As calças são cinza, mas um cinza azulado que se harmoniza com o navy do casaco (estes jeans também ficariam bem). As meias seguem a regra de ser um tom mais escuro do que as calças. Podia ter escolhido uma camisa azul celeste para usar debaixo do casaco navy mas não gosto da ausência de contraste com as calças daí a escolha do branco neutro. A bracelete do relógio navy, cobalto e branco ajusta-se à roupa.


Relativamente aos sapatos, a opção mais natural seria um par de loafers em camurça camel ou torrado, já que a camisa em linho e o casaco linho/algodão gritam verão. Mas neste dia de primavera o termómetro não passou dos 16ºC pelo que a opção caiu sobre estas botas em camurça chocolate complementadas por um cinto no mesmo tom e material.

março 25, 2014

A Grande Beleza

Fui ver há pouco tempo "La Grande Bellezza" (A Grande Beleza em português), o último filme do realizador italiano Paolo Sorrentino, recentemente distinguido com o Óscar de melhor filme estrangeiro. Esta obra retrata de forma desiludida, mas também grotesca e humorada, a decadência de uma franja privilegiada da sociedade de Roma. Para além disso, o realizador, que também escreveu o argumento, satiriza sobre temas diversos como a religião ou a maternidade.

A história é muito interessante mas o filme sobressai pelo seu lado estético. "La Grande Bellezza" revela a mestria de Sorrentino a jogar com espaços e cores. Visualmente é uma obra-prima que deleita os olhos.

E para quem gosta de menswear o filme é imperdível. O protagonista da história Jep Gambardella, um jornalista/escritor interpretado pelo excelente actor Toni Servillo, é um exemplo extraordinário de bem vestir. Nos 142 min de filme Gambardella impressiona pela forma impecável como se apresenta sempre. É o estilo descontraído italiano no seu melhor.


dezembro 19, 2012

Cobalto, assertoado e desestruturado

Há qualquer coisa que faz o casamento entre o tom cobalto de azul e um corte assertoado desestruturado perfeito. Eu gosto muito do meu e pelos elogios que recebo não devo ser único. Este aqui eleva ainda mais a fasquia ao acrescentar ricas cinza cruzadas.


setembro 25, 2012

GQ Japão - Setembro 2012

Não ligo a moda pelo que não sou leitor das revistas da área. Do muito pouco que conheço acho que só algumas edições estrangeiras da GQ têm produções relevantes para o estilo masculino. Em post anteriores dei a conhecer algumas produções da edição americana com o Ewan McGregorJean Dujardin e Lewis Hamilton. Desta vez mostro esta magnífica produção do último número da GQ nipónica. Realizada na Universidade de Oxford é uma justa homenagem ao fabuloso estilo britânico.

Os fatos de corte justo, a trench coat ou o overcoat double breasted a 3/4 são a quintessência da forma de vestir do clássico homem inglês. Também o tecido tweed ou o padrão Prince of Wales são indissociáveis do estilo inglês sóbrio mas sempre sedutor. Chega de palavras, ficam as fotos.










setembro 11, 2012

Blazer DB riscado


Há umas semanas sugeri dois blazers de verão, um da Zara e um da Massimo Dutti. Esse post gerou algumas comentários relativamente à qualidade, quer dos materiais quer do corte, da roupa mais elegante da Inditex, principalmente da marca Zara. Como afirmei nesse post considero que a Zara é mais forte nos básicos o que não quer dizer que se exclua desde logo peças mais elaboradas. Este blazer é um exemplo disso mesmo.

Ele é feito em algodão e, talvez não se consiga ver nas fotos, mas não é o algodão mais luxuoso que existe. Mas tudo é relativo, este não é um blazer de €800 mas de €80 (ou mesmo metade para quem o apanhou nos saldos).

Quanto ao corte estou a usá-lo exactamente como o comprei e creio que as fotos falam por si. As mangas precisavam de ser ligeiramente encurtadas no comprimento e diâmetro mas para já vou usá-lo assim. Veremos depois de se moldar ao corpo se precisa de algum arranjo. Creio que não.


O corte é quase perfeito mas havia dois aspectos que gostava que fossem diferentes:
  1. Preferia que fosse de lã em vez de algodão, não só porque este algodão não tem o melhor dos toques mas também porque o estilo retro dele pedia a maior nobreza da lã.
  2. Tenho pena que não tenha as calças correspondentes (também em lã) que ficariam estupendas como fato ou conjugadas com outro blazer.
As lapelas talvez sejam um pouco avantajadas mas de resto gosto de tudo nele: do tom petróleo do azul (nas fotos, por causa da falta de luz, parece navy), do swag das riscas brancas, da distribuição dos botões e da rigidez dos ombros.


julho 02, 2012

Inspiração militar

Um blazer assertoado, cinco segundas-feiras

28/05 ; 04/06 ; 11/06 ; 25/06 ; 01/07


Esta é a segunda vez que visto estas calças com um blazer, já o tinha feito aqui. É certo que o blazer assertoado nasceu na marinha ao passo que as cargo pants são vestuário do exército mas as duas peças conjugam-se muito bem num uso civil. Até as podia ter vestido na semana anterior dado que a combinação blazer double breasted + cargo pants + monk straps é o trio da moda quando se fala de estilo masculino italiano.


Gosto de blazers assertoados mas tem de ser o blazer assertoado certo. No caso deste tipo, e ainda mais do que no blazer clássico, o número de botões, o números de botões verdadeiros e a distribuição destes é crucial. O blazers assertoados caracterizam-se da seguinte forma: nº total de botões / nº botões verdadeiros. Este blazer é um 6/2, é o equivalente a um blazer  clássico de dois botões, e é o blazer assertoado mais habitual. Também é o único que gosto. Existe o 6/1 também conhecido como Kent mas quanto a mim fica com uma lapela demasiado longa e antiquada.


No reverso da medalha certas marcas procuram fazer blazers diferentes (6/3, 4/2 e até 2/1) mas acho que na procura de originalidade só pioram o desenho clássico. Os blazers DB 4/2 ou 2/1 têm um aspecto menos institucional do que o 6/2 mas uma certa rigidez, e até masculinidade, militar é a razão que vejo para optar por um blazer assertoado no lugar de um normal. Os 6/3 pecam pela mesma razão dos clássicos de três botões, uma lapela demasiado curta. Botões 6/3 fazem sentido em trenchs e pea coats não em blazers. Neste post sobre a colecção Gucci SS2013 surgem alguns destes blazers vanguardistas que não me entusiasmam.


Depois do número certo, a distribuição destes é fundamental na beleza do blazer. Os de cima devem estar mais afastados e os quatro inferiores devem formar um quadrado de tamanho médio. Se o quadrado for grande demais a sobreposição dos dois lados fica excessiva, se for muito pequeno as duas linhas verticais ficam demasiado juntas e desiquilibradamente distribuídas no tecido. Este blazer tem a distribuição certa e foi precisamente nisso que eu reparei em primeiro lugar. O facto de os botões serem brancos foi um bónus dado que, como já mencionei, gosto de ver botões claros em blazers escuros.


A camisa de ganga, desde que num estilo clássico como aqui, enquadra-se muito bem neste estilo business casual. Até podia ter colocado uma gravata tricot navy se quisesse um pouco mais de sofisiticação.


julho 01, 2012

DB cinza, calça verde

Já tinha notado aqui e agora saiu reforçado, um blazer DB cinza/acastanhado com umas calças verdes é uma combinação fadada. Alguém sabe onde se arranja um?

junho 23, 2012

A influência global de Nick Wooster

Eu sei que você andava a contar os dias até eu publicar um post sobre o Nick Wooster. Nos dias que correm não existe blogue de estilo masculino que não o mencione ou não o tenha referenciado como um semi-Deus. Este americano baixo e com ar de rúfia é seguramente o homem mais influente da blogosfera de estilo. E nos dias de hoje isso quer dizer do estilo de forma global. O uso da palavra estilo em vez de moda não é inocente. Não tenho particular interesse por moda mas desenvolverei o tema noutro post. Voltando a este creio que uma tendência que se acentua cada vez mais é o estilo ser ditado na net o que acho de salutar. É a democratização e a humanização do gosto. O Nick Wooster é o rei deste fenómeno e merecidamente.




Pessoalmente divido claramente o estilo do Nick Wooster em duas zonas, abaixo e acima da cintura. Na zona inferior acho-o mediano, na superior magistral. Acho que ele usa as calças demasiado curtas e largas que lhe acentuam a sua baixa estatura. Às vezes opta por aquelas calças com caveirinhas ou tubarões que sinceramente não consigo achar piada nenhuma. Quanto aos sapatos gosta deles bojudos e pouco delicados e tem predilecção por Longwings que é um género de que não gosto.


Já acima do cinto existem poucas fotos em que não esteja perfeito. Nessa zona é para mim o homem mais bem vestido do mundo. Começa pela irresistível conjugação de tecidos clássicos (tweed e herringbone) com cortes slim. As cores são normalmente sóbrias, clássicas e sem brilho. Azuis e rosas pálidos nas camisas. Cinzas, azuis escuros e castanhos nos casacos e gravatas. O homem tem swag. Não veste aquelas roupas flashy e assexuadas que vemos nos desfiles de moda. Tem estilo. É masculino. Veste-se à homem.




Daquilo que o caracteriza (já mencionei as calças curtas ou os brogue longwing) destaco as três que mais lhe admiro:


1. O padrão camuflado que ele sabe integrar e conjugar como ninguém (ver primeira foto).


2. O pendant casaco/gravata que acho genial (ver primeira e segunda foto).


3. O pendant camisa gravata de que gosto moderadamente (ver última foto).




Infelizmente não basta apenas o gosto e a visão. É preciso alfaiataria para vestir assim. Ou não! Se calhar talvez venham a haver boas novidades em breve. Alguém reparou na farda dos rapazes da Zara este ano? Andavam de camisa e gravata vichy azuis iguais, numa nítida inspiração Wooster. Não somos só nós que percorremos  a blogosfera. Os designers da marca espanhola também. Aliás, não é por mero acaso que é a marca de roupa mais vendida no mundo. 


Da primeira vez que vi perguntei a um deles se existia para venda sabendo que era só para o staff. Mas desconfio que a marca o tenha feito para sondar viabilidade comercial e não custa deixar opinião. Não vou apostar mas desconfio que na próxima época a Zara terá alguns conjuntos camisa/gravata vichy. Quanto a mim tenho mais expectativa de um conjunto blazer/gravata mais upmarket feito pela Massimo Dutti.


Se algum responsável por uma marca portuguesa lê o blogue fica aqui o meu conselho: Aposte em acessórios camuflados e nuns conjuntos camisa/gravata em tons sóbrios. O fenómeno Wooster em breve chegará às ruas.

junho 22, 2012

Sóbrio e ajustado


Desde já aviso, hoje não há nada de novo ou cintilante. Só artigos neutros e já mostrados noutros looks anteriores. Alguns dirão que é monótono, eu chamo-lhe sóbrio. Interprete como a minha sugestão para quem vai pela primeira vez a casa dos futuros sogros. Ou para aqueles dias em que damos tudo para passarmos despercebidos. Não que isso fosse possível assim vestido. Não é vaidade, é a constatação de que 90% dos homens portugueses não se vestiriam assim. Porquê? Por duas razões.


1ª razão: as calças brancas. É quase tabu em Portugal, mas erradamente. O branco dá com tudo. Vista umas calças brancas e é menos uma conjugação para fazer. Que homem não gosta desta simplificação? Estas são as clássicas 501 da Levi's que, para não conhece a numeração da marca, é o seu corte mais clássico. Demasiado clássico para mim que uso as calças mais curtas do que o normal. Na verdade uso-as no comprimento correcto, a maioria dos homens é que as usa compridas demais. As calças devem terminar em cima da pala de um sapato de atacadores. A bainha pode dobrar ligeiramente mas nunca enrugar. As rugas encurtam as pernas e dão um ar descuidado. E a personalização não pode ficar a meio.


Umas calças com o comprimento correcto exigem outra coisa, a correcta largura da perna. O corte da perna das 501 é direito mas o diâmetro da perna masculina é igual na coxa, joelho e tornozelo? Não, não é. A roupa devem seguir o contorno do corpo por isso mandei afunilar a parte inferior das calças. Creio que estas foram reduzidas para 20cm de largura na bainha. Actualmente estabeleci esse valor nos 18cm que me parece ser o valor correcto para a minha fisionomia. Naturalmente não o faço em todas as calças mas de origem este par fazia-me parecer o John Travolta em Saturday night fever. Inadmissível.


Fora o corte das pernas estes jeans são perfeitos. Estive cerca de dez anos sem comprar calças Levi's mas estas são as calças de ganga com mais qualidade que tenho. A ganga tem o grande inconveniente de alargar mas começo a achar que este par não precisará de ser apertado como é costume nas calças de ganga. Para mitigar este problema compro as calças num número que em me fique ligeiramente apertado quando novas. E tento usar as calças umas dez vezes antes da primeira lavagem para elas se formarem ao corpo antes de levarem a tareia da máquina de lavar. Eu  sei, se forem brancas é um desafio usar tantas vezes sem lavar. Existe uma terceira dica, lavar os jeans sempre à mão. Eu passo esta muito obrigado.




2ª razão: o blazer cintado. 90% dos homens usa os blazers um número ou mais acima do correcto. Para quem não recorre a alfaiate, um blazer pronto-a-vestir é essencial que fique bem nos ombros porque é a correcção mais dispendiosa e trabalhoso de se fazer. A costura deve ficar exactamente onde o ombro termina e o braço começa. Se não lhe ficar bem no ombro esqueça, há mais marés que marinheiros. Recomendo que escolha o número mais pequeno com que consiga mexer os braços, mesmo que em certa posições sinta tensão no tecido. Não vai usar o blazer para jogar basquetebol ou trabalhar no campo. A mobilidade dos braços não é prioritária, a silhueta dos ombros sim. 


Já não usava este blazer há algumas semanas (ver aqui) mas com a baixa de temperatura desta semana retirei-o do armário. É da Cortefiel e é talvez o meu blazer melhor acabado. O corte original era direito e disforme mas, depois de cintado, ganhou esta forma bem mais elegante.


As mangas também foram subidas para a altura certa. Um blazer bem ajustado revela a mesma largura de tecido na gola e nas mangas da camisa. Vestir bem é acima de tudo uma questão de harmonia e equilíbrio. Assim, as mangas do blazer devem bater 1 cm acima da linha do pulso para revelarem cerca de 2cm da manga da camisa (repare na última foto). Nem sempre se consegue um resultado assim, creio mesmo que este é o meu blazer melhor ajustado. Mas por ser tão raro faz toda a diferença.


Para se conseguir a simetria nas duas mangas dificultada pelo uso do relógio (veja a primeira foto) pode-se sempre adoptar o truque de Giovanni Agnelli de usar o relógio por cima da camisa.


O ajuste da roupa é o aspecto mais impactante num homem bem vestido como escrevi há uns tempos num artigo reproduzido aqui pela betrend.pt. Até um outfit tão sóbrio quanto este fica bem. No fundo, mais vale um fato Zara ajustado do que um Zegna largo. Acho que até a sua futura sogra concordará.


junho 11, 2012

Essencial XV - Sneakers de lona


Um blazer assertoado, cinco segundas-feiras

28/05 ; 04/06 ; 11/06 ; 25/06 ; 01/07


Existe uma diferença substancial entre os blazers assertoados (double breasted) fruto do renascimento recente e os que estiveram em voga nas décadas de 30, 40 e 50 do século anterior. Ao passo que antigamente eles faziam parte dos fatos mais formais hoje em dia eles aparecem sobretudo como blazers desportivos (sport jackets). A culpa é das grandes marcas italianas Boglioni, Brioni, Lubiam entre outras que decidiram ressuscitá-los em versões desestruturadas, cintadas e feitas em tecidos mais informais do que a tradicional lã. Apesar das mudanças houve algo que o blazer assertoado não perdeu neste hiato de 60 anos, um swag desmesurado. Dada essa característica inertente acho que ele fica muito bem em saídas nocturnas. Por isso aqui fica uma sugestão para uma festa de verão ou um jantar ao ar livre.

O azul turquesa forte não é a cor mais natural para uma t-shirt de verão. Confesso que se fosse para usar isoladamente não a teria comprado mas gosto muito de ver turquesa por baixo de um casaco azul escuro. Comprei esta com um decote em V, assim como o lenço no mesmo tom, para usar com os meus blazers e casacos de ganga azuis. Ambas as peças são da Zara e em algodão. Não são desta estação mas acredito que entre as dezenas de t-shirts que a marca lança anualmente haja algo parecido em 2012. Nas fotos não é perceptível mas as calças são os mesmos chinos caqui destruídos que usei aqui.

Para combinar com a descontracção da t-shirt calcei uns sneakers em lona. O sneaker americano (os ingleses chamam-lhe plimsoll) é um ténis básico com sola de borracha e parte de cima em lona ou pele que serve para ser usado no dia-a-dia e não para fazer desporto. Pessoalmente acho que os sneakers em pele não fazem muito sentido dado que é um calçado eminentemente de verão, por isso prefiro-os em lona. Também não os aprecio bojudos, com uma sola muito alta ou a biqueira revestida a borracha. Viro-me para os mais discretos e delicados.

Como não encontro justificação para dar um valor avultado por um artigo tão básico optei por estes H&M que, além da simplicidade que me agrada, custam apenas €15. Isso significa que pelo preço de ténis com muito menos pinta posso ter um par de cada cor (só tenho este!). Também é o preço de umas alpercatas e deixo ao critério do leitor ajuizar qual das alternativas tem mais estilo.

Tratando-se de um essencial aconselho cores neutras como o branco, azul claro ou cinza claro. Ou, em alternativa, um tom pastel suave de verde, amarelo ou rosa. Algo que conjugue facilmente com as suas bermudas e calças de verão.

junho 06, 2012

Dois pés de galo

Ontem, depois do jantar, fui dar uma volta e ver as novidades nas montras. Na sequência deste look e com a ideia de escrever o post de hoje levava a nota mental de olhar para dois blazers pé de galo azuis, um da Zara e outro da Massimo Dutti. Ambos têm os tipos de bolso mais clássicos e por isso a melhor aposta para a longevidade. Ambos figuraram nos últimos lookbooks das respectivas marcas.


Zara - lookbook junho
Os blazers desportivos (ou sport jackets) não são o forte da Zara. Estes situam-se entre os €50 e os €100 e creio que não existem milagres. Os tecidos e botões de muitos desiludem, as costuras são por vezes grosseiras e a maioria são demasiado curtos, mais próprios para adolescentes. No entanto, este pé de galo não defrauda expectativas. Custa €80 o que faz dele um blazer luxuoso na gama Zara. É num azul celeste muito luminoso. À distância de 5 metros é bonito e mesmo a 50cm, quando muitos blazers da Zara perdem a piada, continua agradável. É feito num tecido linho/algodão que é aquele bom compromisso entre o estilo do linho e a funcionalidade do algodão. Os botões (felizmente sem a marca gravada) também são agradáveis à vista. Não é forrado como os blazers de verão devem ser.

Tive curiosidade de experimentar e vesti um 48 que é o meu número habitual. Os ombros, que são o ponto nevrálgico num casaco, não assentaram na perfeição. Mas todos os corpos são diferentes pelo que pode ficar bem a si. O comprimento é o adequado. De resto ficava-me muito bem. O corte já é cintado e as mangas tinham o comprimento correcto. Para mim precisaria de pouco arranjo.


Massimo Dutti - lookbook maio
Por mais €100, €180 no total, o blazer da Massimo Dutti tem um ar mais sério a começar pela cor que é azul marinho. O tom é mais neutro logo mais versátil. À semelhança do Zara aqui o tecido também é parte linho parte algodão o que lhe dá um estilo muito moderno. O detalhe da linha laranja da primeira casa de botão das mangas é giro, já a gravação da marca nos botões dispensava-se. Não o cheguei a vestir mas na Massimo Dutti os arranjos são feitos sem custos.

A maior diferença entre os dois reside mesmo na cor que lhes dá personalidades distintas. Eles não diferem o suficiente do meu para arranjar espaço no meu armário mas, caso não o tivesse, era capaz de apostar num dos dois.

junho 04, 2012

Sapatos fora da palete de conforto

Um blazer assertoado, cinco segundas-feiras

28/05 ; 04/06 ; 11/06 ; 25/06 ; 01/07


Em relação à semana passada o look de hoje é mais requintado mas sem deixar de ser desportivo. Salta imediatamente à vista o vermelho dos sapatos. Para que eles não pareçam aterrados ali vindos do nada coloquei esta gravata xadrez. O vermelho da gravata é como o bilhete de entrada para os sapatos, enquadra-os no conjunto clássico. Porque o vermelho sai fora da zona de conforto cromática mantive tudo o resto o mais neutro possível. Uns chinos beges e uma camisa azul clara são tão neutros quanto se possa querer.


Nas fotos não dá para ver mas o algodão da camisa tem um efeito espinha que, quem me segue, saberá que gosto muito de ver ver em roupa, seja casacos, camisas ou mesmo gravatas. O tecido espinha tem dupla personalidade, é delicado e rufia ao mesmo tempo. É como aqueles vilões que distribuem charme na festa e depois se esgueiram até escritório da casa para roubar as jóias do cofre, não hesitando em matar à queima-roupa quem se atravessar no seu caminho.


Hoje vou escrever um pouco mais sobre o blazer. Talvez mais do que nos blazers de uma fila de botões, o tailoring de um blazer assertoado é essencial para não parecer, literalmente, um saco enfiado pela cabeça. Seria incapaz de vestir este tal como o comprei. Das costas foi retirado tecido que dava para fazer outra lapela. E quando olho para as fotos não deixo de notar que se as mangas fosse apertadas do cotovelo ao punho ele ainda ficaria melhor.

Existe uma opinião largamente difundida de que os blazers assertoados não são apropriados para homens mais volumosos de barriga. Mas essa percepção desafia a lógica ou então, mantendo o imaginário cinematográfico, sou eu que estou sugestionado por filmes de gangsters na período da lei seca americana. Naturalmente que um blazer largo, seja assertoado ou não, não favorece um barriga grande. Mas desde que devidamente ajustado, as duas linhas de botões acentuam a verticalidade do corpo e distraem do volume da cintura o que melhora a aparência de um homem com mais cintura. 

Já os homens baixos não beneficiarão tanto dos blazer assertoados. À semelhança dos antigos blazer de três botões, o seu V está, invevitavelmente, mais subido do que num blazer de dois botões. Por essa razão um homem mais baixo tenderá a ficar como uma figura desproporcionada e ridicularizada se vestido com um.

Poder-se-à questionar a sensatez de adquirir um blazer assertoado navy quando já se tem um de dois botões nesta cor. Por enquanto, pois acredito que venham a ficar mais populares nas próximas épocas, compram-se os blazers assertoados que aparecem e não aqueles que se quer. Não obstante esta evidência, considero que os dois são suficientemente diferentes para poderem coexistir num armário. E depois podem ser sempre diferenciados pelo tecido de que são feitos, cor dos botões, etc. 



maio 30, 2012

De violeta e roxo

Dificilmente uso roupa violeta ou roxa. E acho que não são cores que façam muito pelo visual masculino. Mesmo nelas acho que devem ser usadas com moderação. O que não quer dizer que não haja excepções à regra, como aqui

maio 25, 2012

E depois do blazer marinho?


Ontem prometi mostrar hoje o meu blazer vichy mas não tenho a certeza se se pode considerar vichy. Trata-se de um padrão em quadrado com fundo branco mas de dimensão bastante pequena. Acaba por ter o mesmo efeito do pé de galo, de longe parece ser um blazer azul claro mas ao perto revela as duas cores. Seja o que for é bonito e, de resto, é mais neutro do que o vichy do link anterior.

Qualquer homem necessita de um blazer navy mas pode não ser suficiente. O blazer vichy ou pé de galo é um excelente segundo blazer azul de verão no guarda-roupa masculino. Fica bem com calças navy, bege, brancas ou ganga. Oportunidades não faltaram para usar.

Também fica bem com calças amarelas que eram um dos itens da minha lista de compras para este ano. Estas são num amarelo bastante claro e neutro, slim fit e, feitas em algodão/linho, muito leves e confortáveis.

Não gosto de roupa masculina brilhante e por isso raramente gosto de gravatas de seda. Não é o caso desta que é maioritariamente seda, mas até parece ser feita em linho ou mesmo ganga (ando com vontade de reciclar umas calças de ganga numa gravata, será possível?). O desenho é do mais clássico que pode haver, com riscas brancas a 45º. A tendência actual parece ser agrupar as riscas em duplas ao invés de as distribuir uniformemente. Uso-a com a camisa desapertada pois gosto do ar descontraído que dá e que se adequa ao resto do outfit.

Gosto da harmonia cromática criada entre a gravata e o blazer e gosto dos três níveis de cores do conjunto (verde nos pés, amarelo nas pernas e azul/branco no tronco). Para não quebrar estas zonas cromáticas, e porque também não tenho nenhum cinto que gostasse de ver aqui, optei por não usar.

Disclaimer: Os leitores mais fiéis já devem estar fartos da falta de originalidade e qualidade das fotos e por isso peço desculpa. Prometo, caso o blogue cresça em visitas, aumentar  o tempo e meios investidos nas fotos.

maio 24, 2012

Blazer vichy outra vez

A versatilidade de um blazer vichy é um dado adquirido, ele adapta-se a looks mais descontraídos ou mais formais como poucos. Aqui mostrei-o num exemplo mais desportivo, agora num conjunto mais elegante, amanhã a minha versão.

De todas as cores, e à semelhança do blazer liso, o azul marinho é a cor mais versátil e por isso a melhor opção.

maio 08, 2012

Blazer verde, mas verde

O verde não é a cor mais óbvia para um blazer. E não estou a falar do de um verde caqui discreto. Estou a falar de um verde com todas as letras, sem cerimónia ou reservas, daqueles que se vêem à distância e que não passam despercebidos.

Um blazer verde é como umas calças laranja. Para usar poucas vezes mas, quando devidamente coordenado, fica estupendo. Para mim é o caso da primeira foto em que as bermudas bege e a camisa xadrez casam na perfeição com o verde forte do blazer.